quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

NEWS: Capa do nosso próximo EP "Revide"

O conservadorismo estrutural não acontece de uma hora para outra. Ele vai espreitando o livre pensamento, se aproveita do apoio midiático, vai comendo pelas beiradas, se afirmando pela reprodução, se infiltrando pela falta de embasamento e análise crítica, esperando o momento exato para inflamar as artérias sociais, até que... se torna institucional.
Ante a um resquício de esperança, um suspiro que acredita que a luta de classe, gênero, raça e orientação sexual pode avançar, ele [o conservadorismo, já assumindo as formas totalitárias], nos ataca por todos os lados. Em alguns momentos, usa táticas cínicas, porém sutis. Se esconde atrás da representatividade, e, manipulando suas marionetes, elimina o espaço e dizer. Institucionalmente, aplica golpes e anula a pouca reparação existente. Em outros, o descaramento já absorvido como legítimo, utiliza a violência sistêmica: "Bandido bom, é bandido morto", "Mas com essa roupa, pediu para ser estuprada", "Antes você procurava o emprego dos sonhos, hoje você vive a era do sonho de ter um emprego", "Viado tem que apanhar mesmo pra aprender a virar homem", "Se tem mais preto preso, é porque preto é bandido", "Tem que matar esses moleques mesmo, eles são os assassinos de amanhã", "Direitos humanos, para humanos direitos", "Greve? Coisa de vagabundo"... Assim, naturaliza a exploração, silencia os questionamentos e nos coloca em celas do pensamento, presídios invisíveis.
Utilizando subterfúgios, ele cria no imaginário coletivo a persona do "Homem de Bem". O conservadorismo desenvolve uma falsa sensação de pertencimento, que nos faz defender nosso próprio opressor e sentir gratidão a ele, o "caridoso".
Quer deslegitimar pautas, negar nossa existência, ter de volta nossa submissão. Mas a resposta é: NÃO!
Eu existo. Você existe. Revide!
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Em breve:
Manger Cadavre?
EP 2017: Revide
Ilustração: Marcelo Augusto
Selos e distros interessados no lançamento físico, escrevam para o email mangercadavre@gmail.com, ou por mensagem privada nas redes sociais da banda.

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